b. eco exhibitions

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work in progress

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últimos eventos e parcerias / last events and partnerships

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Sombras Vegetais. In EV. EX_Évora Experimental, Caixa de Video-VideoBox, Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Outubro 2021

https://www.oficinadoespirito.com/en

GMMPS 21 — Exhibition. In EV. EX_Évora Experimental, Agosto 2021

https://www.oficinadoespirito.com/en/gmmps-21-exhibition

Curadoria do EcoVideo Festival Lisboa Natura 2020, Estufa Fria de Lisboa, Setembro 2020

http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/pt/eventos/lisboa-natura-2020

EV. EX _ Experimentus: Linha Clara, Évora Experimental, Igreja de S. Vicente, Junho 2019

Residência Artística Ecocritica Ecovisões, Arco Oito, Ilha de São Miguel, Açores, Junho 2018

Ecovisões, III Bienal JLB, Centro Cultural dos Condes de Vinhais, Vinhais, Bragança, 16 e 17 de Setembro 2018

Descartes Nunca Viu Um Macaco/Descartes Never Saw a Monkey, Ópera Multimedia, (libreto e electrónicas), integrada na III Bienal Jorge Lima Barreto, Centro Cultural de Vinhais, Setembro 2018 (em curso)

Descartes Nunca Viu Um Macaco/Descartes Never Saw a Monkey, Ópera Multimedia, (libreto e electrónicas), Festival Artes à Rua, Évora, Agosto 2018 (em curso)

(2017) Descartes Nunca Viu Um Macaco / Descartes Never Saw a Monkey, Ópera Multimedia, Semana dos Autores/Editores Insubmissos, (libreto e electrónicas), Jardim do Almirante dos Reis, Funchal, Abril 2017

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EV.EX Évora Experimental, Oficinas do Espírito (2021)

EV.EX Évora Experimental, Oficinas do Espírito (2019)

Arco Oito, São Miguel, Açores (2018)

Festival Artes à Rua, Évora (2018)

Universidad Nacional Autonoma de Mexico (UNAM), Ciudad de Mexico (2018)

Minding Animals (2018)

BBC, Funchal, Ilha da Madeira (2015, 2017)

Fundação Oriente, Panjim, Goa (2015)

Tinai EcoFilm Festival, KK Birla Goa Campus, India (2015)

Casa do Infante, Porto (2015)

Museu das Marionetas do Porto (2015)

Flores do Cabo, Pé da Serra, Colares (2014, 2016, 2018)

Centro Cultural dos Condes de Vinhais (2014, 2016, 2018)

Museu Geológico de Lisboa (2014, 2016, 2018)

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra (2013)

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Descartes Nunca Viu Um Macaco / Descartes Never Saw a Monkey

Ópera Multimedia, Semana dos Autores / Editores Insubmissos, (libreto e electrónicas)

Jardim do Almirante dos Reis, Funchal, Abril 2017

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Homo-Humus in Humus

Flores do Cabo, Pé da Serra, Colares, 7 Agosto – Outubro 2016

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II Bienal JLB

(com/with Isabel Barros, JP Simões)

Centro Cultural dos Condes de Vinhais, Vinhais, Bragança, 16 e 17 de Setembro 2016

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Diários de Uma Pesquisa / Diaries of a Research

Museu Geológico de Lisboa, Sala de Mineralogia, 16 Agosto – 16 Setembro 2016

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Residência Ecocritica

BBC, Funchal, Ilha da Madeira, 7 Dezembro 2015

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Diários de Uma Pesquisa / Diaries of a Research

Tinai Ecofilm Festival, 9 – 10 October 2015, Bits Pilani, KK Birla Goa Campus, India

Fundação Oriente, 15 October 2015, Panjim, Goa, India

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Me LiKe YoU

Museu das Marionetas do Porto, Fevereiro – Julho 2015 (instalação)

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por mundos visiveis / on visible worlds

Festival Sintropia, Flores do Cabo, 19, 20 e 21 de Setembro 2014 (instalação)

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Animalia, Vegetalia, Mineralia

Museu Geológico de Lisboa, 10 Maio a 4 Junho 2014 (instalação)

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Ecceidade – triangulação entre arte, ecologia e espiritualidade

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, 21 de Set. a 24 Nov. 2013 (instalação)

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Somos Seres Sensiveis / WE ARE SENTIENT BEINGS
performance de intervenção local integrada na I Bienal Jorge Lima Barreto,
Centro Cultural de Vinhais, Julho 2014

 

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Ruído / NOISE
pictografias
Mental Noise, 23´, 2010
performance akusmática
Associação 25 de Abril, Lisboa, 19 Fev. a 19 Mar. 2010

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pictografias: os sinais, as marcas e assinaturas imanentes do ser, visíveis e invisíveis, o que resiste ao tempo, o que resiste como essência, o imutável. o que vem ao de cima e resiste ao tempo porque é essência fundamental e imanente.
filme: ruído mental, o que está por trás e para trás em camadas de vida, o que permanece na memória, o que está escondido e se quer revelar, os segredos revelados, o que fere. o que vem ao de cima e ocupa a mente porque fere a essência.
música akusmática: a possibilidade de criação de novas marcas e sinais. o livre arbítrio.

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Ruído (instalação) pictografias – Mental Noise, 23´, 2010 e performance akusmática,

Teatro São Luiz, Lisboa, integrado no colectivo “a arte na era do porquinho Babe”, 7 de Jun. 2010.

performance – filme :

TODOS DIFERENTES TODOS ESPECIAIS, 2010

Mental Noise, 2010, 23´

Em 1919, D.W.Griffith realizou Broken Blossoms (O Lírio Quebrado), filme que relata uma história de violência do “mais forte” sobre o “mais fraco”, de um “homem” sobre uma “mulher”, de um “pai” sobre uma “filha”. O século XVIII viu surgir três movimentos: o abolicionismo, o feminismo e a luta pela defesa dos direitos dos animais, movimentos que têm em comum a defesa dos direitos de seres que sentem e sobre os quais era, e em muitos casos ainda é, impunemente infligido sofrimento. A violência de um humano sobre outro humano ou de um humano sobre um não humano, pertencem ao mesmo domínio mental. Mental Noise é sobre essa relação e dedicado a todos os seres sencientes. Por essa razão pede emprestado imagens de Broken Blossoms e de Lilian Gish em homenagem ao todos os seres sencientes maltratados, humanos e não humanos, que precisam de ser defendidos. Em 1772, a ideóloga e intervencionista inglesa Mary Wollstonecraft, publicou o primeiro tratado reivindicativo de liberdade e igualdade, não apenas entre homens mas também para as mulheres e para os animais, contestando a violência nas suas várias formas de expressão: contra raças, sexo, condição económica, infância, animais e contra a Natureza. Passaram duzentos e trinta e oito anos e se olharmos à volta… o que dizer dos vitelos torturados, arrancados á sua mãe à nascença e votados ao confinamento de uma jaula, sem possibilidade de movimento ou de ver a luz do dia, tudo isto para que a sua carne permaneça muito tenra para a degustação humana? E de todos os outros casos, na alimentação, na experimentação, na moda, na vida quotidiana? A modernidade instaurou  uma profunda regressão e repressão no que respeita a esta matéria.
A defesa dos animais não humanos convoca a consciência de que o planeta deve ser partilhado por todos os que nele existem em condições idênticas e não em arrogante supremacia antropocentrada veiculada pela razão. O que essa defesa manifesta é respeito pelo Vivo e o reconhecimento do abuso das prerrogativas da superioridade mecanicista. Daí resulta que os que defendem os direitos dos animais defendem a Natureza e a natureza cosmobiológica de todos os seres.
O respeito pelos outros animais é assim o primeiro grau e o ponto de partida para uma mudança de paradigma tendente a um novo entendimento e prática da Vida. Quando maior a assimilação e abrangência dessa percepção, maior o desenvolvimento de outras percepções que os sistemas orientados pelos interesses económicos e lucro pretenderam, com sucesso, ilidir.

A ideia de que é necessário comer diariamente proteínas animais é um mal-entendido. Esta incrível pretensão, não só ilide o ponto de vista nutricional das proteínas vegetais como também intenta fazer crer que ao longo da história da humanidade os sujeitos sempre tiveram essa prática e possibilidade. Obviamente é falso. Essa possibilidade passou a existir apenas desde que a produção agro-pecária em massa foi instituída.

Outro mal-entendido é a ideia de que os animais não humanos sempre existiram para prazer e utilidade dos humanos, qualquer que seja a forma que esse prazer assuma. Isto também é falso. O paradigma mecanicista assim o advoga mas o cartesianismo surgiu no século XVII, há apenas trezentos anos. O que a documentação histórica confirma é que sempre existiu a defesa do entendimento oposto. Já Pitágoras (552-496 a.C.) recusava consumir carne de animais ou estar sequer próximo dos que os caçavam e matavam, e o imperador indiano Asoka (274-232 a.C.) instituiu explicitamente no seu longo e feliz reinado, a não realização de sacrifícios de sangue e a provisão de tratamentos médicos, de poços e de árvores para benefício de humanos e de animais não humanos.

Outro forte mal-entendido é o famoso repto de que é integrante da natureza humana a necessidade de domínio e subjugação da Natureza e dos mais fracos, nomeadamente outros humanos. Ainda hoje, e apesar de todas as démarches para que tal não seja possível, existem comunidades onde esse princípio não só não é praticado como é repudiado. Mas sobretudo, deveria ser do conhecimento público que a ideia generalizada de competição no universo provém de Herbert Spencer (1820-1903), autor da expressão “sobrevivência do mais apto”, que pura e simplesmente a retirou do discurso económico e a implantou como prótese, no pensamento darwinista. E, infelizmente, graças a interesses de uns e desatenções de outros, instituiu-se como verdade o que não o era.

Alguns pensam que esta vontade de respeito pelos animais e pela Natureza é uma moda ou uma aberração de alguns sujeitos pós-modernos burgueses. Mas ao longo da história e em todas as épocas, sucedem-se os exemplos na filosofia, na legislação, nas artes, na ciência, nas academias, de mulheres e homens que se manifestaram no espaço público e privado na luta pela defesa de seres sencientes não humanos. Em 1789, quando em Portugal e suas colónias na Índia, e em França, os escravos negros estavam a ser libertados, nos territórios britânicos e colónias portuguesas na América e Àfrica, continuavam a ser escravizados. Jeremy Bentham afirmou nesses tempos sobre as outras espécies animais “a questão não é saber se podem pensar ou falar, mas saber se podem sofrer!”

Atestando quanto temos sido e estamos enganados em relação às práticas da Idade Média, é bom partilhar algo já publicado mas muito pouco assimilado. Durante a Idade Média, entre o século XIII e o século XVIII, os cinco séculos mais recentes na confluência com a instituição do pensamento mecanicista e capitalista, realizaram-se na Europa os Processos dos Animais. Em que consistiam esses processos? Consistiam na outorgação de representação jurídica legal aos interesses de animais não humanos, que interferiam com as práticas agrícolas. Porque nesses tempos, os humanos não se arrogavam o direito de simplesmente abusar e aniquilar os outros animais para seu proveito. Provavelmente porque acreditavam que “Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus nada pode existir nem ser concebido”, essa máxima de Espinosa.

Respeitemos a Vida e o que nela Vive.

POR UMA MUDANÇA DE PARADIGMA, TODOS DIFERENTES TODOS ESPECIAIS

(7 Junho 2010)

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A arte na era do porquinho Babe
texto e programa de Vitor Rua para sessão de Amigos Coloridos, Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, 7 junho 2010, 23h :
 
Tudo começou há 15.000 milhões de anos com uma explosão de luz na noite do tempo. O Universo era um puré homogéneo em expansão de electrões, fotões, quarks, neutrinos e outras belas e exóticas partículas como os gravitões e os gluões.
Umas dezenas de microssegundos após esta explosão o universo era já um caldo primitivo de quarks e gluões e um quadragésimo de microssegundo depois, quando a temperatura já tinha descido um bilião de graus, os quarks uniram-se para gerarem os nucleões: protões e neutrões.
Foi um pouco como um pudim que se mete no forno: à medida que incha, as passas afastam-se umas das outras. Poeiras interestelares iniciaram uma dança em volta de embriões de estrelas, formando discos análogos aos anéis de Saturno, que pouco a pouco se começaram a unir constituindo estruturas rochosas de dimensões sempre crescentes, acabando por se aglomerarem em planetas. Um desses planetas, ainda incandescente, escapando inexplicavelmente às forças magnéticas que o sustinham num ponto exacto de uma galáxia, viu-se engolido num fino tubo de espaço-tempo – também conhecido como buraco de verme -, entrando num universo paralelo ligado ao nosso por um comprimento de onda que nos permite viajar no tempo.
A vida nesse planeta sem passado, presente ou futuro, não apareceu nos oceanos, como durante muitos anos se acreditou, mas sim em lagoas e pântanos – locais secos e quentes durante o dia, frios e húmidos de noite – nos quais longas cadeias de moléculas ficaram cativas associando-se espontaneamente em pequenas cadeias de ácidos nucleicos, formas simplificadas do ADN, que viriam a ser o futuro/ presente/ passado suporte da informação genética dos seres desse planeta.
Jajouka, assim se chamou/ chama/ chamaria esse planeta, nasceu da argila e os seres que nela habitavam/ habitam/ habitaram, eram compostos de poeira do meta big bang e continham neles toda a memória do universo.
É neste planeta que sempre existiu, existe, e nunca existirá, que foi concebido este espectáculo, que retracta A Arte na era do porquinho Babe.MENUENTRADA – Souflée de Mental Noise, servido akusmaticamente por Ilsa D´Orzac, acompanhado de esculturas metalizadas a la Rui Chafes.COUVERT – Sons eletrónicos marinados em laptop por D.W.ARTAPETIZER – Strawb Rock au vapeur com voz de Bernardo DevlinVEG DISH – Manifesto fresquinho com vídeo pedagógico e gritos de animais por Paulo Borges & Vítor RuaCONSUMÉ – Performance apimentada por Carlos Zíngaro e Ainoah VidalPRATO I – Bateria cortada às fatias com facas por Marco Franco & Hyaena Reich

PRATO II – Contrabaixo salteado com cordas electrizantes, pratos refrescantes com peles ricas em vegetaínas, mais piano preparado com amor e voz sexy angelical por Hernâni Faustino & Manuel Guimarães & Vítor Rua & Marco Franco & Cláudia Efe

VEG LYRIC – Canção com coração e alma por Rita Braga

FAST FOOD – Brain Waves com óculos de luz no forno por Karlheinz Andrade

GREAT FOOD – Performance universalmente excitante pelo maior performer vivo do planeta Terra servida com as mãos por Manoel Barbosa e especiarias de Ilsa D´Orzac

DESSERT – Salada de sons improvisados com molho de performance regado em vídeo art por Vítor Rua & Carlos Zíngaro & Manuel Guimarães & Hernâni Faustino & Marco Franco & Ilsa D´Orzac & Sílvia Tengner

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